sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

A idade do ceu, de Paulinho Moska, analisada por Adelivan Ribeiro

"Não somos mais
Que uma gota de luz
Uma estrela que cai
Uma fagulha tão só
Na idade do céu

Não somos o que queríamos ser
Somos um breve pulsar
Em um silêncio antigo
Com a idade do céu

Calma
Tudo está em calma
Deixe que o beijo dure
Deixe que o tempo cure
Deixe que a alma
Tenha a mesma idade
Que a idade do céu

Não somos mais
Que um punhado de mar
Uma piada de Deus
Ou um capricho do sol
No jardim do céu

Não damos pé
Entre tanto tic tac
Entre tanto Big Bang
Somos um grão de sal
No mar do céu

Calma
Tudo está em calma
Deixe que o beijo dure
Deixe que o tempo cure
Deixe que a alma
Tenha a mesma idade
Que a idade do céu
A mesma idade
Que a idade do céu
.......

(Paulinho Moska)

Adelivan Ribeiro, na sua obra Teoria da Poesia Concreta. Edição autônoma. 1999, Fortaleza/CE, p. 60, comentando o texto poético, afirma, entre outras análises para o mesmo poema: "Calma talvez fosse um nome adequado à posia. Na vida, de fato, é preciso que deixemos ‘que o beijo dure’ e que a ‘o tempo cure’; afinal não ‘somos mais que uma gota de luz’, somos ‘um breve pulsar’, ‘um punhado de mar, uma piada de Deus’, ‘um grão de sal no mar do céu’ ou um capricho do sol no jardim do céu. Assim, de fato, calma!!!! Não deixemos que o estresse aniquile a vida; não permitamos que as atribulações, ou os anseios destemperados superem a necessidade que devemos ter para a pacificação social. Assim, deixemos sempre que ‘o tempo cure’....".

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