segunda-feira, 31 de agosto de 2015

RESPOSTA AO TEMPO

“Resposta ao tempo é, sem nenhuma dúvida, uma das letras poéticas mais belas da música popular brasileira. Retrada lances da boemia, e amores que só os antropólogos aguçados conseguem entender. E demonstra o poder que possui a mulher (e só a mulher possui) de reviver, de aprender, de ser e não ser criança, de sentir o tempo e o vento, de amadurecer, ....., de esquecer.”
Adelivan Scolla, poeta e jornalista radicado na Itália, comenta o texto em seu livro, lançado ainda na década de 90, fazendo incursões sobre o que afirmado acima. Vejamos a letra desta grande obra poética:
Resposta ao tempo
"Batidas na porta da frente
É o tempo
Eu bebo um pouquinho
Prá ter argumento
Mas fico sem jeito
Calado, ele ri
Ele zomba
Do quanto eu chorei
Porque sabe passar
E eu não sei
Num dia azul de verão
Sinto o vento
Há fôlhas no meu coração
É o tempo
Recordo um amor que perdi
Ele ri
Diz que somos iguais
Se eu notei
Pois não sabe ficar
E eu também não sei
E gira em volta de mim
Sussurra que apaga os caminhos
Que amores terminam no escuro
Sozinhos
Respondo que ele aprisiona
Eu liberto
Que ele adormece as paixões
Eu desperto
E o tempo se rói
Com inveja de mim
Me vigia querendo aprender
Como eu morro de amor
Prá tentar reviver
No fundo é uma eterna criança
Que não soube amadurecer
Eu posso, ele não vai poder
Me esquecer
Respondo que ele aprisiona
Eu liberto
Que ele adormece as paixões
Eu desperto
E o tempo se rói
Com inveja de mim
Me vigia querendo aprender
Como eu morro de amor
Prá tentar reviver
No fundo é uma eterna criança
Que não soube amadurecer
Eu posso, e ele não vai poder
Me esquecer
No fundo é uma eterna criança
Que não soube amadurecer
Eu posso, ele não vai poder
Me esquecer."






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