quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

A MULHER NA POLÍTICA E A SALVAÇÃO DO BRASIL


A rotina se repete na maioria dos lares brasileiros. A mulher cuida dos filhos, da casa, do marido, de outros temas familiares e ainda trabalhada no mundo corporativo, ajudando nas despesas do lar, quando não é a provedora integralmente.
Sempre tive a sensação dessa grandeza feminina, quando a temática é inteligência, companheirismo, cordialidade e, também, honestidade no agir. Há homens com essas características. Mas, a mim me parece, em menor quantidade. O introito é para destacar a necessidade de se impulsionar o teor do Art. 95-A da lei das eleições, quando ali há previsão de competência do TSE para realizar companhas “destinadas a incentivar a participação feminina na política.” A lei dos partidos políticos, por sua vez, prevê percentual de recursos públicos para tal incentivo (Art. 44).
Não se esquece aqui de que o País teve uma mulher no comando, a qual fora afastada por regra constitucional (ou por motivações políticas). Legal, ou não, o impeachment, tal medida deveria (e deverá) ocorrer para todos que tenham praticado a pedalada. Mas não é possível esconder a inexistência, para com a Rousseff, de atos de corrupção que tenham dilapidado tanto os cofres brasileiros, a exemplo do que se pode atribuir a diversos homens, inclusive vários deles já presos. Basta verificar, em termos proporcionais, quantos homens respondem por corrupção e quantas mulheres. E aí se veem dois aspectos objetivos importantes: o primeiro diz respeito ao fato de que o nível de participação de mulheres no Poder Legislativo é um indicador confiável do grau de amadurecimento das democracias: quanto mais postos a mulher conquista na cúpula do governo, mais igualitário tende a ser o país; o segundo, “dados compilados pela Inter-Parliamentary Union, no Brasil, pouco mais de 10% dos deputados federais são mulheres, ocupando o Brasil o 154º lugar entre 193 países do ranking”.
No contexto, o modelo de participação masculina adotado no Brasil parece ter falido, sendo oportuno, a bem inclusive daqueles homens de postura reta e inteligente (políticos ou não políticos), que as mulheres “tomem o poder”, de modo democrático, e que passem a comandar a Nação. Ainda que depois, havendo atos destoantes do desejado, elas mesmas reconheçam a necessidade de equilíbrio de número entre um e outro sexo.
Afinal, “Mulher, mulher! Na escola em que você foi ensinada, jamais tirei um 10. Sou forte, mas não chego aos seus pés.” (Mulher, Erasmo Carlos)
(Rodrigo Ribeiro Cavalcante, artigo publicado no Jornal O Povo, edição de 11 de janeiro de 2018, p. 11)

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