quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

HOMENAGEM À MINHA JERUSA

Essa homenagem eu já havia feito, tempos atrás. Mas como ELA é tudo para a nossa vida - minha e de nossas filhas - faço-o novamente. FELIZ ANIVERSÁRIO, JÉ!



Clube da Esquina II
(Flávio Venturini)

Porque se chamava moço
também se chamava estrada
Viagem de ventania
Nem lembra se olhou pra trás
Ao primeiro passo, aço, aço...

Porque se chamava homem
Também se chamavam sonhos
E sonhos não envelhecem
Em meio a tantos gases lacrimogênios
Ficam calmos, calmos...

E lá se vai mais um dia...

E basta contar compasso
E basta contar consigo
Que a chama não tem pavio
De tudo se faz canção e o coração
Na curva de um rio, rio ...

E lá se vai mais um dia...

E o Rio de asfalto e gente
Entorna pelas ladeiras
Entope o meio-fio
Esquina mais de um milhão quero ver então
A gente, gente, gente...

E lá se vai mais um dia...

Na letra de Flávio Venturini, cantada por Milton Nascimento, jorra emoção e, para mim, muita semelhança com a minha JERUSA. Então, digo, poeticamente:

SEMELHANÇA

Semelhança porque – não sei!, ou sei! – na vida não temos obrigação de sermos tudo,
embora não tenhamos o direito de sermos nada.
Somos, não somos, mas o sermos é muito mais do que o não sermos!
Para a JERUSA, o ser será sempre muito mais do que ter, fazer, acontecer!
Porque, para ELA – e para poucos; aqueles iluminados de LUZ, e de serenidade – será sempre o SER a opção de viver!
A JERUSA é sempre “viagem de ventania”, porque em sua alma dorme –  e vive –  uma grande criança, que de ventania em ventania, alegra-nos, e nos faz sermos melhores!
A JERUSA, em sonhos que nunca envelhecem – porque ELA NUNCA ENVELHECERÁ – amansa a todos e em tudo se faz “canção e o coração”!
E com ELA, “basta contar compasso e basta contar consigo”!
É ELA – a nossa JERUSA – que torna o nosso MUNDO MELHOR, não se exigindo dela que deixe de SER, e de viver o seu SER!
“E lá se vai mais um dia...”

Rodrigo Ribeiro Cavalcante

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