quarta-feira, 30 de maio de 2018

ESTADO DE POESIA


Estado de poesia
Há momentos na vida que passam a ser compreendidos. O Brasil parece ter passado a ser visto, por seu povo. Como se “de cigania antes de te conhecer, de enganos livres que eu tinha porque queria”. O País acordou com um momento legítimo-grevista. Algo relacionado à poesia, ou a sentimento mesmo, em que “por não saber que mais dia menos dia”, eu “todo me encantaria pelo todo do teu ser”. O povo, que “há tanto tempo queria”, vê um momento legítimo, organizado, em luta por o estado [revisão de alíquotas], que reflete uma luta maior, que é a urgente mudança de um Estado [Nação], já insuportável por descrenças, desalentos, faltas, excessos [de corrupção e má gestão] e tudo o mais que só de ruim traz à sociedade. “É belo vês o amor sem anestesia”, como é bonito notar uma categoria, desiludida, como todos estamos, parar a Nação. “Mata, cria, chega tem hora que ri de dentro pra fora, não fica nem vai embora, é o estado de poesia”. Os trechos em aspas são da bela letra musical de autoria de Chico Cesar, de nome “Estado de poesia”. Para e muda Brasil. Viva a poesia. Viva o povo brasileiro. É Estado de poesia! [Artigo publicado no Jornal O Povo, edição de 29 de maio de 2018]

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