segunda-feira, 11 de maio de 2020

PARA A EXPRESSÃO "ON-LINE"

Para a expressão “on-line”

Caracterizada como um estrangeirismo, a expressão “on line”, já adiando, escreve-se com hífen. No entanto, por ser estrangeirismo, não é possível, para o padrão normativo da língua, identificar a grafia com um regramento específico. Digo isso com base no Decreto nº 6.583/2008, o qual uniformizou a escrita entre países de língua portuguesa. Em síntese, para uma primeira análise, a palavra não tendo registro no idioma nacional, para os fins de hifenização, poderia ser escrita sem hífen, porquanto considerada do estrangeiro [e lá, para essa expressão, não há registro de hífen]. Essa minha impressão inicial é ratificada por Carlos Alberto de Macedo Rocha [Dicionário de locuções e expressões da língua portuguesa, Lixikon, 2011, p. 325], pois ali se grafa a expressão “on line” sem hífen. O autor registra o vocábulo sem o sinal gráfico; diz ser algo que se conecta [acepção da palavra], mas não explora o campo objeto de sua indagação suplicativa. Todavia – aí aqui digo eu – mesmo para estrangeirismos, aqui e acolá se veem registros, para alguns lexemas, no VOLP – Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, editado pela Academia Brasileira de Letras. Quando isso ocorre, então se terá uma grafia padrão. É o caso, felizmente. Consultei o VOLP e lá vi: on-line [com hífen], designativo de advérbio [“estrangeira”]. Dizem alguns ter o VOLP força de lei. Entendo que não simplesmente por não existir, no Brasil, norma regramental para tanto [Navy Adhe também discorda dessa afirmação de força normativa, e explicou sobre tal aspecto em artigo específico]. Mas, em síntese, para a sua indagação: considerando que precisamos ter regras para essa tal importante forma de comunicação, que é a escrita, “on-line” se escreve hifenizado e, para mim [ou para a ANBT], entre aspas ou em itálico. Isso falo, para a inserção do hífen, embora sem nenhum contexto de padrão culto formal da língua, porquanto ser a expressão totalmente alheia à língua-mãe e, também, porque está o termo [para registrar o hífen] à margem do decreto regulador mencionado acima.
Em suma, é isso!
Esse texto escrevi para a minha cunha, Juçara Mapurunga, em razão de uma indagação dela. Agora, aqui, rescrevo rapidamente, porque vi que quando adaptei para cá, ficou ruim o começo.

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